Bons Sonhos, Ilma.

Há muito de especial nesta estrela que ascendeu. Mulher de vasto currículo, médica especializada em psiquiatria, desaguou sua vida no caminho das artes. Como se fluíssem várias Ilmas de uma só fonte, ela foi jornalista, produtora, poeta, diretora, roteirista, curadora e editora envolvida no meio cultural da literatura, artes plásticas, cinema, música… De Sergipe para o mundo, Ilma Fontes, em 1991, em um restaurante na época conhecido como Cacique Chá, lança “O Capital - Jornal de Resistência ao Ordinário”, que foi vendido nacional e internacionalmente e circulou por mais de vinte anos! Editou e contribuiu com outros jornais e revistas, foi presidenta da Funcaju, em seus primeiros anos, trabalhou lá novamente, em anos tardios e em seus mais de setenta anos de vida, Ilma se relacionou tanto com as gerações anteriores a sua, como com as posteriores, tornando-se o vértice de séculos de experiência colhidos na base das boas relações que ela mantinha com as pessoas. Ilma Fontes confiou e entregou-se a quem estava a seu lado, acreditou na potência artística de Sergipe e plantou a semente da arte em seu jardim. Viu florescer dos diversos ramos os frutos artísicos, enraizados em uma terra, Sergipe, e fez com que novas sementes chegassem a cada um dos outros continentes. Obrigado.

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